Reflexões sobre a pandemia

Mas, até a guerra acabar, como lidamos com tudo?

Cansaço. Revolta. Medo. Impotência. Não é difícil ter sentido uma dessas coisas — ou todas ao mesmo tempo. Em tempos de pandemia, na “guerra contra o vírus”, estar nas trincheiras é difícil, é insuportável. Mas, até a guerra acabar, como lidamos com tudo?

Capa: Pessoa olhando pela janela Photo by K. Mitch Hodge on Unsplash

O ideal era ter um chefe de Estado responsável e maduro, era considerar a ciência acima de qualquer opinião. Mas o ideal não existe; o que podemos seguir, no lugar disso, são estratégias e dicas para fazer que as coisas sejam menos difíceis.

A começar com o cuidado do nosso psicológico. Sabemos da gravidade do que estamos passando, de quantas pessoas irão morrer, de como o Estado não cumpre com seu papel, de como cada um de nós sofre ao perder um ente querido. E ao nos informarmos constantemente sobre essa realidade, vamos aos poucos nos envenenando e tendo nossa energia sugada.

É importante entendermos que precisamos ter momentos para darmos uma pausa, e cuidar da mente. Seja separando horários específicos para se informar (e não ficando o dia inteiro buscando saber sobre a pandemia), ou tirando uma hora no dia para fazer algo prazeroso, o ponto é: precisamos nos cuidar, e buscar momentos de calma durante a rotina. Cuide de você, de quem você ama, em primeiro lugar.

Momento de autocuidado Photo by Eye for Ebony on Unsplash

Fazendo isso, fica mais fácil de se engajar para ajudar que a realidade atual seja melhor para todos. Formas de fazer isso não faltam! Conheça as iniciativas que estão acontecendo na sua comunidade (em grupos independentes, em ONGs, etc), e saiba como ajudar! De doações a auxílio voluntário, atividades não faltam.

Porém, a cobrança com os governantes não pode ficar de fora. Tendo um presidente genocida e eugenista, toda reivindicação é necessária.

Tirinha de André Dahmer Tirinha de André Dahmer

Como a ação direta é prejudicada com a pandemia, temos como alternativa ações virtuais, ao pressionarmos através de e-mails e manifestações em redes sociais que projetos de lei sejam aprovados ou não. Tivemos esses dias o cancelamento do ENEM, por exemplo, que ganhou poder com a pressão nas redes sociais.

Outra coisa importante é aquele trabalho de formiguinha, na divulgação de notícias verdadeiras para as pessoas que você pode alcançar — se você conseguir, claro. Sabe aquela tia defensora da cloroquina? Se você tiver paciência, converse com ela, tente levar a verdade e fatos para uma pessoa que, tanto quanto você, tem medo do que estamos vivendo.

Enfim, essas são nossas dicas e reflexões para o que estamos vivendo. Esperamos que fiquem bem, que se cuidem, e que continuem com a gente na luta 🌱🐑👊


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